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Posse Histórica: Compromisso com Porto Lucena e a Representatividade Feminina

Posse Histórica: Compromisso com Porto Lucena e a Representatividade Feminina

Senhoras e senhores,

Chego hoje a um momento muito importante da minha carreira política. Antes deste dia, houve uma longa caminhada.
Não chego aqui por favorecimento, tampouco ungida por qualquer tipo de concessão a uma mulher; mas sim por reivindicar, em um caminho de renúncia, perseverança e determinação ao trabalho, a plenitude da minha cidadania.
Somo à minha própria história as trajetórias de muitos homens e mulheres porto-lucenenses que acreditaram em mim e no meu propósito representativo. A cada um deles, mais que manifestar gratidão, reafirmo meu compromisso de honrar a confiança que me foi depositada. Foram 407 votos, que hoje abraçam a população inteira de Porto Lucena.

Os mais próximos conhecem a minha origem, uma origem da qual me orgulho muito. Foi por intermédio da família que comecei a dar os primeiros passos na vida política. Desde pequena, crescendo em um ambiente comum, participativo e não gerenciado por uma minoria, meus ideais foram plantados, semeados, alguns em terras férteis, outros nem tanto, mas todos me deram sustento para o caminho.

Começo fazendo um agradecimento especial à minha família, pelo companheirismo, pelo amor incondicional e pela solidez do afeto e do respeito que nos une: meu marido, Luiz Carlos Sandri, verdadeiro entusiasta da minha caminhada política; meus filhos, Helenara, Ivo Vicente e Renata, o meu mais profundo “muito obrigado”.
Agradeço também aos meus pais, em especial à minha mãe, Cecília, pelos valores da base, que hoje já não estão entre nós; à minha tia Nelci Judite Bárbaro e ao meu tio Antônio Bárbaro, pela continuação desta base; aos meus avós que já partiram; às minhas irmãs e aos familiares aqui presentes. Sem vocês, a caminhada da vida não faria sentido.

À minha equipe de trabalho, incansável e sempre pronta, e aos amigos de caminhada que aqui poderia citar inúmeros, o meu reconhecimento.
Aos colegas do partido Progressista, vereadores eleitos e correligionários, que juntos somamos propósito para o bem comum do povo de Porto Lucena, o meu reconhecimento.
Agradeço às lideranças políticas que integraram a nossa campanha Unidos por Porto Lucena: coragem para mudar, competência para fazer; e ao Partido dos Trabalhadores, o meu reconhecimento pela solidariedade incansável.

Senhoras e senhores,

Estamos escutando, pela primeira vez em 68 anos, uma voz feminina a se pronunciar como presidente no ato de posse de uma legislatura.
São 68 anos!
Nestes quase sete décadas, fomos beneficiados com muitos avanços em todas as áreas. Surgiram extraordinários artistas, doenças foram erradicadas, passamos pela Covid-19. Novos meios de transporte já se ergueram e foram superados. A tecnologia promoveu atalhos, encurtou fronteiras. Muito conhecimento foi elaborado, acumulado e aperfeiçoado. O mundo de hoje, enfim, é absolutamente distinto daquela realidade de anos atrás.

Mesmo assim, nenhuma mulher havia ocupado esta tribuna nas condições de hoje.
A História nos mostra que não faltam às mulheres o pulso firme ou a capacidade de governar, por mais adversa que seja a realidade. Somos boas estrategistas; somos exigentes, detalhistas, sabemos gerenciar e não nos falta coragem para as decisões mais duras.
Quando chegamos ao poder, sabemos o que fazer e cumprimos nossas missões. Quando chegamos. QUANDO chegamos.
Há mais mulheres do que homens em Porto Lucena. E vejam, insisto, como ainda somos minoria em todos os colegiados. Inclusive neste. Por quê?

Se a porta de entrada para a política é a filiação partidária, tratemos de rever, como dirigentes, se as mulheres estão tendo o espaço que, por representatividade natural, deveriam ter. Vejamos até que ponto o instituto das cotas destinadas às mulheres se mostra eficiente.
Mas, diferentemente delas, quantas outras mulheres não conseguiram chegar a esses espaços destacados?

Na vida, o caminho é difícil para todos. Mas, convenhamos, senhoras e senhores: ainda é bem mais difícil para as mulheres.

Orgulha-me muito a possibilidade de ocupar o cargo neste dia. Como me orgulham profundamente as minhas origens.
Em mim, o espírito de fraternidade é muito forte; é um impulso vital. Desde cedo, aprendi que o problema dos outros — do vizinho, do amigo, do parente, da pessoa que vive ao meu redor — era tão importante quanto os problemas da gente.

Daí, deste começo, ter sido tão natural meu ingresso no trabalho comunitário e de fé e, por consequência, na política.
Minha produção legislativa vem sendo dedicada às questões sociais, de acolhimento, escuta e, acima de tudo, de políticas públicas igualitárias para todos e não para uma minoria. Aprendi que o nosso município era uma família maior. Foi assim que tudo começou. E este mesmo espírito, garanto, ainda é o que me mobiliza. É o que me faz pulsar, é o que me guia em ideário, crença e projetos. É o que me guiou em cada um dos dias que vieram antes deste e o que me guiará nos próximos quatro anos junto a este Legislativo.

E é notória a pequena casta que aqui se cria, e nós temos que ter a coragem de desmistificar. Não é por acaso que isso acontece, pois fazer a população acreditar que as coisas sempre foram assim e nunca mudarão é um paradigma a ser rompido.

Tenho honra da escolha que faço e também do Partido Progressista, ao qual estou filiada por absoluta convicção de ideário, um partido de oportunidade para todos.

Com certeza, senhores e senhoras,

Haverá divergências. Críticas duras. Serão travados todos os bons combates que caracterizam o regime democrático. Virão dias de ânimos acirrados. Mas tenho certeza, prefeito Iury, de que algo maior nos norteia. Oposição e situação se tornam condições menores quando se trata daquilo que realmente importa a Porto Lucena.
Nos momentos cruciais, a responsabilidade de cada vereador deve superar o dualismo e as rusgas naturais ao embate político. Na dificuldade, somos todos porto-lucenenses. É desta maneira altiva que esta Casa se comporta. Não será agora que iremos faltar.

Defendo uma Casa Legislativa em que se preze pela harmonia entre os Poderes no município, mantendo nossa soberania sem jamais fechar caminho ao diálogo. Mas serei firme nos momentos em que se impuserem decisões que competem ao vereador em sua autonomia.

Por vontade popular, passei a conduzir este ato solene hoje. No ano de 2025, não foi dada uma escolha, mas sim imposto pela maioria partidária composta na Câmara. Os mesmos que foram às suas casas e ali prometeram e se comprometeram com os anseios da população porto-lucenense. E este anseio, hoje, cabe a cada um e a cada uma dos senhores a avaliação do que aqui aconteceu.

E eu, Regina Lopes, nestes quatro anos, com todo o meu empenho, mantendo as tradições de probidade e transparência no meu exercício político, agirei com ética e honra nas minhas decisões. Defenderei a população porto-lucenense, pois sua voz é a minha missão.

#EuTeRepresento.

São os meus compromissos.
Que Deus, Nossa Senhora dos Navegantes e São Roque me guiem com todo o Seu rigor e sabedoria.

Feliz e próspero 2025.

Muito obrigado!

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